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sábado, 30 de julho de 2016

Queda de homem com a tocha olímpica em Ubatuba foi proposital

A passagem da  tocha olímpica por Ubatuba  na quarta-feira (27) foi marcada por grande participação popular e pela queda de ... thumbnail 1 summary





A passagem da tocha olímpica por Ubatuba na quarta-feira (27) foi marcada por grande participação popular e pela queda de um dos participantes. O artista plástico Thiago 'Mundano', que carregava a tocha, assumiu que o tombo foi proposital e fazia parte de uma "intervenção artística", que teve a participação de outros seis artistas.

No momento da queda, pessoas que acompanhavam Thiago jogaram sobre ele papéis que imitavam cédulas de dinheiro. As notas tinham desenhos e textos com referências às mazelas brasileiras. "Caí cheio de orgulho no peito enquanto incontáveis cédulas de dinheiro voaram no céu, representando toda nossa indignação com a corrupção brasileira e com a falta de transparência nos gastos do Brasil com as Olimpíadas. Foi lindo ver o povo brasileiro simbolicamente recuperando parte do dinheiro público que lhe foi roubado em toda a sua história", diz um trecho do post publicado pelo artista plástico na sua rede social.

Em entrevista por telefone ao Meon, Thiago disse que em nenhum momento quis desrespeitar as Olimpíadas ou o símbolo olímpico. "Eu sou um ativista e grafiteiro e tenho a minha caminhada para o bem do Brasil, uma trajetória. Eu fui indicado e escolhido para levar a tocha olímpica e logo pensei em fazer uma manifestação coletiva e pacífica, algo positivo, sem agressão, sem nada", disse
'Mundano', como gosta de ser chamado, é grafiteiro e mora na capital paulista. Ele foi selecionado para participar do revezamento e quis chamar a atenção de uma forma inusitada. Para o artista, a grande imprensa ignorou o fato.
"Eles querem deixar o revezamento uma coisa maravilhosa pra gringo ver e o resto fica abafado. Só a mesmo a internet foi capaz de veicular um fato histórico, importante, legítimo. O revezamento continua e eu estou torcendo para ter outros atos artísticos, pacíficos e que levantem pautas importantes nesse momento para o País. Em nenhum momento eu quis estragar a festa. A ação foi 100% impecável, todas as notas foram recolhidas pela própria população, não poluímos nada. Eu caí, foi proposital, eu não parei de conduzir a tocha, ela nem caiu da minha mão e eu levei uma mensagem de superação e ao mesmo tempo uma mensagem de protesto. Mesmo com o maior esquema de segurança já feito no país, o coletivo de artistas conseguiu furar essa logística de um jeito bacana.

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