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domingo, 18 de setembro de 2016

INSTITUTO DE PESCA CRIA PROJETO DE PESQUISA PARA PRESERVAR O PEIXE CAÇÃO VIOLA.........

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP), está desenvolvendo uma pesquis... thumbnail 1 summary



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP), está desenvolvendo uma pesquisa para colaborar com a preservação do peixe cação-viola, espécie marinha ameaçada de extinção. O projeto, coordenado pelo pesquisador científico da Pasta Venâncio Guedes de Azevedo e conduzido nas dependências do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Litoral Norte do IP, em Ubatuba, tem o objetivo de criar protocolos operacionais para a manutenção desses animais em cativeiro.





O projeto “Manutenção do Cação-viola (Zapteryx brevirostris e Rhinobatos sp.) em Sistemas de Recirculação: um instrumento de conservação” busca criar procedimentos para manutenção desses peixes em cativeiro, visando ao desenvolvimento de estudos científicos com enfoque no desempenho zootécnico da espécie e ainda em suas variáveis hematológicas e bioquímicas. “Já estudamos o efeito de diferentes anestésicos e a avaliação hematológica do cação-viola mantido em sistemas de recirculação de água salgada, a determinação do intervalo de referência dos índices hematimétricos, glicose e creatinina em exemplares adultos”, disse Azevedo.
“Agora, nosso foco está concentrado em pesquisas para avaliar a influência das diferentes colorações e de substratos dos tanques no bem-estar do animal, em seu desempenho produtivo e fisiológico, além da utilização de técnicas não-letais e não-invasivas para a realização de diagnósticos de animais em cativeiro”, complementou o pesquisador.
Outro fato que contribui para a relevância da pesquisa é que, nos últimos anos, o número de aquários para a visitação pública no Brasil tem aumentado, mas ainda não há procedimentos-padrão operacionais para melhorar a manutenção destes animais em cativeiro. “Tradicionalmente, a maior parte dos estudos com tubarões e raias são realizados com exemplares mortos. Em razão da dificuldade em realizá-los ‘in loco’, a manutenção destes peixes em cativeiro pode ser útil como uma ferramenta educativa que salienta a importância deste grupo de animais e também para o desenvolvimento de estudos científicos, já que em um ambiente controlado temos um ganho significativo na nossa capacidade de obter dados”, complementou Azevedo.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, a pesquisa com o cação-viola vai ao encontro da missão dos institutos da Pasta. “O maior conhecimento sobre a biologia e fisiologia destes animais contribui para sua conservação, como tem sido a orientação do Governador”, disse.
O cação-viola é um peixe que pertence à classe dos Chondrichthyes, popularmente chamados de raias, tubarões e quimeras. De acordo com Azevedo, as atividades antrópicas (do homem) e seus desdobramentos como, por exemplo, a pesca e a poluição dos mares, tiveram um grande impacto nas populações destes animais ao longo dos anos.
“E a situação é preocupante porque essa espécie já foi incluída pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, que trata de peixes e invertebrados aquáticos. Isso nos chamou a atenção, porque o cação-viola é comumente capturado pelas frotas de arrasto e emalhe”, explicou o pesquisador do IP.

Fonte e foto: Instituto de Pesca

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