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terça-feira, 1 de novembro de 2016

COM CERCA DE MIL SEPULTAMENTOS AO ANO, CEMITÉRIOS UBATUBENSES PRECISAM DE MANUTENÇÃO..

Moradores reclamam de mau cheiro, mato alto e até lixo nas redondezas onde ficam as gavetas e túmulos Por Raell Nunes, de Ubatub... thumbnail 1 summary


Moradores reclamam de mau cheiro, mato alto e até lixo nas redondezas onde ficam as gavetas e túmulos

Por Raell Nunes, de Ubatuba

Nos cinco cemitérios existentes em Ubatuba, cerca de mil pessoas são sepultadas por ano, segundo dados da Gerência de Cemitérios da Prefeitura. No entanto, nas áreas reservadas aos falecidos na cidade, há mato alto, falta de cuidados com as tumbas, abandono.






Os cemitérios do Camburi e Ubatumirim são os que têm menos mortos sepultados. A soma dos dois resulta em cerca de 950 sepultamentos. No Camburi estão os restos mortais de pessoas das comunidades quilombolas. Já no Ubatumirim, é onde são enterrados após a morte os indígenas.
A Caçandoca também possui um local destinado aos sepultamentos e reúne 1,5 mil defuntos. Apesar disso, os locais que mais recebem os mortos no município são as áreas do Ipiranguinha e Centro.
No cemitério do Ipiranguinha, que atualmente está com mais de 6,5 mil encovados, moradores do bairro afirmam que seus entes ficam em condições desumanas, pois se acha até lixo em suas adjacências. Outro problema, conforme relatado, é quando chove. “Fica com muitas poças d’água, lama, não dá para andar”, diz o munícipe Giliard Briet Souza, 22, que foi visitar o túmulo de seu pai.
O recinto de jazigos do Centro tem mais de 7,1 mil finados e já foi considerado o lugar dos “mortos ricos” de Ubatuba. Lá estão enterrados personalidades da municipalidade, tais como o Capitão Deolindo, Altimira Silva Abirached, Aurelina Ferreira, Dona Maria Alves e Ciccillo Matarazzo. O espaço também preserva ataúdes do século 19. Mesmo com toda a história que o cerca, o território também sofre com a escassez de manutenção na atualidade.

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