.

.

domingo, 25 de dezembro de 2016

PESQUISADORES LANÇAM CAMPANHA PARA DESVENDAR O " CASO UBATUBA "

A falta de recursos foi responsável pela interrupção ou execução inadequada de inúmeras pesquisas sobre UFOs ao longo da história. Mas... thumbnail 1 summary


A falta de recursos foi responsável pela interrupção ou execução inadequada de inúmeras pesquisas sobre UFOs ao longo da história. Mas dois pesquisadores de São Paulo estão mostrando como usar a internet e o apoio dos entusiastas da Ufologia para mudar isso. Josef Prado e Edison Boaventura Jr, do Portal Burn, lançaram uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) pelo Catarse para levantar os recursos que vão garantir as análises corretas de provas (fragmentos) de um dos mais emblemáticos casos da ufologia brasileira, o Caso Ubatuba.






Fragmentos de metal
Fragmentos recebidos pelos pesquisadores do pelos correios (cortesia Portal Burn)
Entenda o Caso – o Caso Ubatuba entrou para a história da Ufologia principalmente pela pesquisa desenvolvida pelo falecido pesquisador Olavo Fontes. Tratou-se de uma observação feita por banhistas e pescadores em 1957, na Praia das Toninhas, na cidade de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo.


Eles viram um objeto se aproximar da praia descendo dos céus em alta velocidade. Em dado momento o objeto pareceu tentar subir novamente, para explodir logo em seguida. “Como se fossem fogos de artifício”, como relatou uma testemunha à época.
Ocorre que, ao explodir, objeto lançou minúsculos fragmentos sobre o mar e também sobre a praia, fazendo com que restassem vestígios que teriam sido recolhidos pelos banhistas e, segundo algumas fontes, também por militares do Exército e da Marinha brasileiros.

Fragmentos de OVNI de magnésio quase puro?

Jornal da época comentando o episódio e as análises do Caso Ubatuba
Jornal da época comentando o episódio e as análises do Caso Ubatuba
O episódio chegou ao conhecimento do pesquisador Olavo Fontes que obteve três amostras dos fragmentos. Na época elas foram enviadas para análise no Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério da Agricultura, sob responsabilidade de Luiza Maria Barbosa. Lá, exames de espectrografia indicaram alta concentração de magnésio (Mg) e ausência de outros elementos metálicos nas amostras.
Laudo da análise feita em 1957: magnésio em alta concentração.
Laudo da análise feita em 1957: magnésio em alta concentração.
Revisitando a história – os pesquisadores do Portal Burn (Brasília UFO Research Network, ou Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas) conseguiram a chance de revisitar o caso Ubatuba e ampliar a pesquisa a partir da contribuição de um colaborador que preferiu manter-se anônimo. Dizendo-se filho de um militar do Exército que teve acesso ao caso, ele enviou por carta à Burn um envelope contendo quatro fragmentos que teriam sido recolhidos em Ubatuba, em setembro de 1957.
Para comprovar as alegações da testemunha, Josef Prado e Edison Boaventura Jr. lançaram uma primeira campanha através do site Catarse para a análise qualitativa das amostras. A análise foi feita por espectrografia de massa por fluorescência de raios X, um exame não destrutivo que identifica os componentes do matetial. Mesmo não arrecadando todo o montante de R$ 350,00 dessa primeira etapa, os ufólogos decidiram seguir adiante com o teste, que foi realizado no Laboratório de Análises Químicas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Universidade de São Paulo (USP).
Nesta etapa, embora tenha de fato identificado a preponderância de magnésio, o laudo apontou também a presença de traços de silício, alumínio, cálcio, potássio e enxofre. O método utilizado, no entanto, não consegue detectar alguns outros elementos como hidrogênio, hélio, lítio, berílio, boro, carbono, nitrogênio e oxigênio. (Importante lembrar que as análises de 1957 não identificaram outros componentes metálicos, ou por diferença do material ou por imprecisão da tecnologia de espectrografia na época).
Análise quantitativa no Instituto de Pesquisas Tecnológicas: magnésio preponderante, mas presença de outros componentes metálicos. (Fonte: Portal Burn)
A seguir os pesquisadores lançaram a segunda etapa da campanha (que já mais que duplicou, até o momento, a meta de R$ 1.000,00 de arrecadação). A intenção agora é realizar análises quantitativas dos fragmentos, nas quais pretendem descobrir a proporção exata dos elementos nas amostras.
Ainda em busca de uma solução não destrutiva para a análise, eles entraram em contato com o Laboratório de Caracterização Tecnológica (LCT), vinculado ao Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da USP, que indicou a utilização de um Microscópio Eletrônico de Varredura. O procedimento permitirá observar detalhes dos fragmentos e analisar de forma muito mais precisa sua composição. Poderão ser quantificados inclusive elementos que não eram detectados pelo equipamento utilizado na primeira etapa.
Com a nova etapa, os pesquisadores esperam que seja possível determinar se o metal é compatível com os processos de produção conhecidos (atualmente e à época), ou se alguma fonte natural terrestre — ou de origem meteorítica — poderia explicar os fragmentos. Ou, quem sabe, descobrir se eles foram obtidos a partir de algum processo de fabricação realmente extraterrestre!
E para quem não se entusiasmou em participar da campanha pelo seu valor científico para a Ufologia, a campanha prevê uma série de recompensas para os seus patronos, como é típico das campanhas de crowdfunding.
Confira, a seguir, o vídeo que apresenta a campanha e os resultados da primeira análise.


www.virgilio.com.br.

 

Nenhum comentário

Postar um comentário