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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Programa Vizinhança Solidária se espalha por comunidades em Ubatuba

Por Ernani Oliveira e Patrícia Rosseto UbatubaSim   24 janeiro 2017 Através de preparação e acompanhamento oferecidos pela PM... thumbnail 1 summary


Por Ernani Oliveira e Patrícia Rosseto
UbatubaSim
 
24 janeiro 2017
Através de preparação e acompanhamento oferecidos pela PM as equipes do “Programa Vizinhança Solidária” conseguem diminuir e até debelar ações criminosas em seus bairros
O Programa de Vizinhança Solidária (PVS) é uma ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) junto a comunidades, visando a organização, participação de palestras preparatórias e sinalização das casas dos voluntários que passam a atuar coletivamente pela segurança e ordem de suas comunidades.
De acordo com o Capitão Scott o programa vem sendo implantado em Ubatuba há quatro meses, “começou no bairro Itamambuca e vem sendo divulgado entre as comunidades que tomam conhecimento do programa aplicado nos outros bairros, já com frutos colhidos”, analisa.





Bairros que aderiram ao PVS já contam com resultados destacados de sucesso, como por exemplo, a ajuda do PVS de Itamambuca na localização de turistas paulistanos que estiveram por cerca de quatro horas perdidos na mata e, recentemente no bairro Itaguá, a percepção de moradores ao comportamento de um grupo ocupando uma casa levou a PM a monitorá-los e acabou na prisão de uma quadrilha, “tivemos êxito com prisão em flagrante após um participante PVS verificar e informar atitudes suspeitas destes indivíduos”, pontua Scott.
Os grupos de PVS têm algumas atribuições, visando a segurança coletiva, como por exemplo, o uso de apitos para alertar situações irregulares ou suspeitas, promovendo o engajamento de vizinhos, fiscalizam e pedem providências para áreas que facilitam a presença de mal intencionados, tais como terrenos baldios, locais com falta de iluminação e casas abandonadas.
A equipe do PVS conhece a comunidade e seus hábitos, são bem preparados nas palestras da PM, protegendo assim uns aos outros, contando com ronda policial diária e contato direto com a PM
Segundo o Capitão o programa se desenvolve com reuniões periódicas, coleta das maiores carências no quesito segurança pública e contatos diários com as rondas da PM, “são passadas dicas de segurança visando dar subsídios para os moradores identificarem fatores indutores de ações criminosas”, explica.
A parceria entre a PM e as comunidades inseridas no PVS se materializa quando são fixadas nas residências as placas com o logotipo do programa, “as placas são avisos a mal intencionados que adentrarem a comunidade para que se sintam dissuadidos a cometer delitos, uma vez que os moradores locais estão preparados para identificar situações, estão atuando em grupo e fazem contato imediato com a PM através do 190”, aponta o Capitão.
Ele ressalta que o PVS é regido por uma diretriz da PM formalizando a filosofia adotada pela corporação desde 1995 a “Filosofia de Polícia Comunitária”, visando reaproximar a corporação das comunidades, “o programa também serve para que a PM conheça os moradores e vice-versa. Cria-se um vínculo de confiança mútua, facilitando o fluxo de informações de interesse de segurança pública”, explica o Capitão.
No bairro Itaguá, o morador Percy R. Leite tomou conhecimento do Programa e o levou até a sua comunidade, para ele este é um exercício de cidadania, “dá motivação para a comunidade trabalhar, cuidar de suas calçadas, cuidar do lixo, praticando a cidadania”, analisa Percy. Ele usou seus conhecimentos em marketing e criou uma marca para o PVS Itaguá: Semeando Cidadania.
Percy engajou a vizinhança rapidamente e o grupo começou as atividades com eficiência a partir da dedicação de todos os envolvidos.
Para o Capitão Scott o Programa do Itaguá serve de exemplo de organização da comunidade, pois não existia nenhum tipo de associação ou organização já elaborada, “tudo começou do zero com dedicação e esforços da equipe que se formou no bairro e, hoje, com pouco mais de dois meses de existência já conta com a participação de 40 casas, além de comércios”, ressalta.
O Capitão pondera que o bairro Itamambuca já contava com uma associação sólida quando aderiu ao PVS, contando com mais facilidade para adesão ao programa. “No Itaguá os passos foram de formiguinha com a dedicação da comunidade”, relata.
O PVS Itaguá elaborou até um departamento de comunicação através do trabalho voluntário do advogado Carlos Alberto Rainho e sua família que cuidam de alimentar as redes sociais, tais como o “Facebook”, onde possuem a página “Vizinhança Solidária Itaguá”, bem como “WhatsApp”, além de enviarem, periodicamente, e-mails informativos.
Já, as palestras ministradas pela PM servem para preparar a comunidade para pequenas ações conjuntas e o aprendizado de mecanismos e aptidões para percepção e prevenção de ações criminais, ajudando no controle e diminuição dos índice criminais, com objetivo de contribuir para segurança individual e coletiva, “através destes conceitos de Prevenção Primária é possível reduzir e coibir infrações penais, identificar e debelar condições propícias para prática criminal e perturbação da ordem, como terrenos vazios, matos altos, iluminação ineficiente, entre outros”, explica Scott. Ele acrescenta que o artigo 144 da Constituição Federal cita que a Segurança Pública é dever do Estado, “porém, direito e responsabilidade de todos. No PVS a estrela é o bairro e a PM coadjuvante”, finaliza Scott.
Hoje, os bairros que já aderiram ao PVS são: Itamambuca, Itaguá, Horto Florestal (Vila Azul), Lagoinha em suas diversas comunidades e, agora em fase de implantação no Jardim Carolina e no Félix.


Entenda como funciona o Programa Vizinhança Solidária (PVS)


Fonte: PM do Estado de São Paulo

Com objetivo de resgatar a percepção de segurança na comunidade, vizinhos aproximam-se para exercer cidadania melhorando as condições do bairro e sua segurança. É escolhido um tutor entre os vizinhos.
A implantação do Programa Vizinhança Solidária começa com a palestra e reuniões de mobilização, depois placas são distribuídas para colocar em frente as residências junto a apitos e posteriormente acontece a manutenção e avaliação. “Para participar precisa ter vontade, foco, cidadania e pensar no coletivo, pois os integrantes vão atuar em segurança e educação”, analisa o Capitão.
O bairro passa a ter agendamentos de Visitas Comunitárias periodicamente. Os integrantes do PVS fazem contato direto com a PM, estreitando relações permitindo que a instituição conheça os reais problemas de segurança pública para providências e soluções.





São enviados relatórios do PVS ao Comando da PMESP em São Paulo, a fim de propiciar o efetivo monitoramento das ações e dos seus resultados. “Não é apenas uma ação municipal”, comenta Scott.


Como Participar



Basta procurar a Companhia da PM mais próxima e a adesão é voluntária e sem taxas ou mensalidades, necessita apenas de organização e engajamento da comunidade.
O único custo é para confecção das placas do PVS, elaboradas e custeadas pela própria comunidade. A título exemplificativo, o custo da placa, material aderente, apitos e cópia do estatuto da comunidade do Bairro Itaguá, ficou em torno de R$ 7,00 (sete reais) por pessoa.

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