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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

“Bumba meu Boi” de Ubatuba compõe a temática do Carnaval Histórico 2017

Fund Art   O Carnaval Histórico 2017 em Ubatuba, que acontece de 23 a 28/02 na Praça da Matriz, terá como tema principal o “Boizinh... thumbnail 1 summary

Fund Art
 
O Carnaval Histórico 2017 em Ubatuba, que acontece de 23 a 28/02 na Praça da Matriz, terá como tema principal o “Boizinho”, conhecido nacionalmente como “Bumba meu Boi” e adaptado, como em muitas cidades do país, para a realidade e o cotidiano local.

 
O boizinho estará presente na decoração da Praça da Matriz, através do belo trabalho do artesão Odaury Carneiro e sua equipe, contratados pela FundArt para recriar os boizinhos do antigo carnaval de Ubatuba, com toda a sua história descrita em estandartes distribuídos pela praça.
Além da decoração do espaço, os troféus do Festival de Marchinhas também terão essa temática. O lindo trabalho foi realizado pelos artesãos Dalva Lopes e Rob da Casa do Artesão de Ubatuba e poderão ser admirados pelo público na final do festival, no próximo sábado.

“Bumba meu Boi” – Simbologia e História
Folguedo brasileiro muito tradicional. Teve início no século XVIII, misturando aspectos das culturas: portuguesa, negra e indígena. Consiste numa dança acompanhada por música regional, onde um homem vestido de boi faz várias coreografias. Ao redor do boi aparecem personagens típicas do século: vigário, cobrador de impostos, escravo fugitivo, boiadeiro, capitão do mato e o valentão.
Essa manifestação do folclore brasileiro é uma das mais populares do nosso país.  Em agosto de 2012, o Bumba meu Boi foi reconhecido como manifestação cultural do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), recebendo a certificação do Título de Patrimônio Cultural do Brasil. Dia 30 de junho, comemora-se o Dia do Bumba meu Boi.



 A história do "Bumba meu boi "  em Ubatuba

A Dança de Boi de Ubatuba é mais uma das variantes do “Bumba meu Boi” do Estado do Maranhão espalhada pelo Brasil. Em Ubatuba essa manifestação começou a fazer parte do carnaval por volta de 1930, no bairro do Itaguá, introduzida por um maranhense, que aqui veio morar, de nome Carlos, ou Carrinho como era chamado, filho de Armindo Canos, oficial aposentado do exército.
A partir de 1950, a Dança de Boi era tão importante no carnaval caiçara que chegavam a sair diversos grupos pelas ruas da cidade. Nomes importantes são lembrados, como Augusto do Cristino com seu grupo do Morro da Pedreira, Sidônio e seu grupo da praia do Perequê-Açú, mestre Veiga com seu grupo do Sertão do Taquaral, mestre Diniz com seu grupo da antiga Rua da Adutora, Emilio Graciliano e seu grupo da Rodovia Osvaldo Cruz, João Albado com seu grupo do bairro da Estufa. Nessa época havia uma competição (briga de boi) entre os grupos de Dança de Boi, no último dia de carnaval, às 3 horas da tarde, na Praça Nóbrega.
A música usada para a Dança de Boi era composta de versos de improviso, sendo que o refrão era o mesmo para todos os grupos e dizia o seguinte: “Investe, investe meu boi, pro lado que tem mais gente”. Nesse momento o boizinho corria (investia) para cima do povo e tinha que ser contido pelos cavalinhos e pelo toureador. Os grupos vinham com instrumentos típicos caiçaras como: rabecas, violas machete, violões de coxo, pandeiros, caixas surdo e caixas rufo. Nesse folguedo tinha ainda o acompanhamento dos “mascarados”.

Fonte: www.ubaweb.com | Ney Martins – Julinho Mendes

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