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quarta-feira, 8 de março de 2017

Mirantes de Ubatuba são pouco contemplados na cidade

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ontos turísticos revelam vistas incríveis; Reportagem do Tamoios News constatou locais que precisam de manutenção e mais gestão turística

 
Por Raell Nunes, de Ubatuba



Ubatuba tem uma vocação para o turismo e existem vários lugares para visitação que reforçam essa ideia, tais como as Ruínas da Lagoinha, Presídio da Ilha Anchieta, Sobradão do Porto, Cadeia Velha, Aldeia Boa Vista, Casa de Farinha e Quilombo entre muitos outros. Mas para quem quer ter uma visão extensa das inúmeras paisagens da cidade, os mirantes são os melhores locais para contemplar a natureza de maneira geral.




Apesar de ter potencial turístico envolvendo os mirantes do norte ao sul do município, estes espaços de contemplação paisagística são pouco aproveitados por turistas e moradores de Ubatuba. Ao dar um passeio por esses locais, é possível perceber divulgação das áreas acanhada e a manutenção (capina, pintura e limpeza) que ainda não é contínua em todos os pontos.
Percebe-se, de maneira geral, falta de planejamento para que os mirantes prosperem o turismo regional. Não existe plano, por exemplo, no qual o visitante possa pegar um meio de transporte específico para ir até o lugar e ser acompanhado de um guia turístico que explique o contexto do ambiente. Mais que isso: não há comércio ativo nos mirantes como o que as praias proporcionam.
Mirantes
Na região central do município, a caminho do Morro da Prainha, um mirante com vista para a Praia do Cruzeiro é frequentado por pessoas que querem registrar uma imagem, conversar, namorar ou simplesmente observar a natureza que se mistura com o ambiente urbano. É possível observar nas imediações sobras de cigarro, lixo e pichação em uma estátua no meio do lugar.
O Mirante da Praia Grande é o único em Ubatuba que tem um quiosque na sua estrutura. Ali, o turista e sua família podem saborear a culinária caiçara e olhar o horizonte oceânico. A localidade também é área de alimentação de tartarugas marinhas, idealizado pelo Projeto Tamar. Outro atrativo interessante por lá é a venda de artesanatos.
Outro ponto que ocorre o comércio de artesanatos é no Mirante da Enseada, ao lado sul. Este, porém, não tem quiosque e nem se vende gêneros alimentícios. É quase impossível não apreciar o Pico do Corcovado ou a Praia da Enseada por inteira. Segundo os frequentadores, o pôr-do-sol ali é o mais belo da cidade.
Mais uma parada privilegiada é o Mirante do Saco da Ribeira, onde se observa barcos e lanchas partindo para a Ilha Anchieta e demais paraísos. Carros e motos guiados por visitantes são praticamente obrigados a parar diante da beleza que por lá se encontra. Semelhante a outros, o ponto não tem guia turístico ou qualquer ambulante que possa saciar a fome do turista e fazer com que aquele momento se propague.
Já ao lado norte, o Mirante da Praia do Félix – que também é conhecido como Belvedere – fica perto do posto da Polícia Rodoviária Federal. Nos arredores há carros e motos abandonados. O mato está alto, assim como os bancos e mesas de concreto descuidados. A vista, no entanto, é de encher os olhos.
Problemas
Ouvindo a população, a reportagem constatou casos de pouca iluminação. Há postes de iluminação, mas na maioria as lâmpadas estão queimadas ou quebradas. Visitantes também revindicaram lugares para estacionar os veículos.
De acordo com os depoimentos, acha-se porta lixo do órgão público em muitos pontos – sendo que o Mirante da Praia Grande é o único que tem uma caçamba da Sanepav (Saneamento Ambiental). Os frequentadores apontam que já viram, em alguns mirantes, pinos de cocaína, bitucas de cigarros e maconha, preservativos usados, fezes humanas e de animais.
O turista Diego Gonzalez da Costa, 46, tem o hábito de passear com a família nos finais de semana em Ubatuba. Ele gosta de ir ao Mirante da Enseada e da Fortaleza e aproveitar as praias da região sul.
“Existe beleza sim, mas falta gestão no turismo. Os mirantes são ótimos para um piquenique com a família. Mas tem que ter atração, gente cantando, comerciante vendendo e um pessoal para dar informação. O pessoal gosta de tirar foto, poderia ter um profissional aqui vendendo a fotografia que tira do povo”, acrescentou o administrador de empresas.
Sentado no quiosque do Mirante da Praia grande, olhando para o mar e tomando uma caipirinha, Sérgio Tavares Ferreira, 36, falou que gosta de Ubatuba por proporcionar sossego e paz. O analista de sistemas paulistano explicou que sempre vai a este mirante porque aluga um apartamento nos arredores.
“Sempre gostei de Ubatuba, venho aqui desde os 23 anos. Não fico na praia diretamente por não gostar de areia. Então prefiro ficar aqui, já que tem bebida e petiscos”, disse. Questionado se gostaria de conhecer outros mirantes, ele respondeu que já foi a alguns, mas só para olhar.


Outro lado

A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Ubatuba para questionar sobre os trabalhos de melhoria previstos para o turismo nos mirantes, mas não obteve retorno até o fechamento.

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