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quarta-feira, 8 de março de 2017

Tribuna popular da Câmara tem manifestação por direitos das mulheres

Na 4ª sessão ordinária do ano , realizada nesta terça-feira (07), a munícipe Barbara Buck foi uma das inscritas para falar na Tri... thumbnail 1 summary




Na 4ª sessão ordinária do ano, realizada nesta terça-feira (07), a munícipe Barbara Buck foi uma das inscritas para falar na Tribuna Popular da Câmara. Na véspera do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ela leu na Tribuna um texto do "Coletivo Voz de Mulher" que pede que os vereadores olhem pelas políticas públicas para mulheres no município.




Entre os temas abordados no discurso breve e direto estiveram os gritantes números da violência doméstica em Ubatuba, demandas na área de segurança, a maneira como as gestantes e parturientes são tratadas na Santa Casa e a falta de representatividade política. A atual legislatura não tem nenhuma mulher entre os dez vereadores eleitos. 



Buck aproveitou, ainda, para convidar mulheres de Ubatuba para ações neste dia 8 de março. Em parceria com a FundArt, nesta quarta-feira, a partir das 15 horas,  mini-documentários sobre os direitos das mulheres e temáticas relacionadas serão exibidos gratuitamente durante toda a tarde no Sobradão do Porto, localizado na Praça Anchieta, 38 – Centro. Também haverá a 2ª Marcha das Mulheres de Ubatuba, partindo do Calçadão (Centro) às 19 horas tendo à frente o grupo feminino de música e cultura popular O Grito de Maria, assim como no ano passado.



A Tribuna Popular é o espaço durante o início da sessão onde o cidadão comum pode se manifestar por até 7 minutos e trinta segundos sobre tema livre, seguindo o Regimento Interno da Câmara.



Segundo o presidente da Câmara, Silvinho Brandão (PSDB), devido a problemas técnicos, a sessão de ontem não foi transmitida ao vivo. Leia abaixo a reprodução na íntegra da fala de Barbara Buck na Tribuna:



"Boa noite a todas e todos.



Estou aqui representando o Coletivo Voz de Mulher Ubatuba, um grupo ativo de mais de duzentas mulheres que trabalham na implementação de ações para o empoderamento feminino, o combate à violência e à desigualdade de gênero e pela melhoria das condições das mulheres no município.



Nesta semana tão importante para a luta das mulheres, não poderíamos deixar de estar presentes aqui na casa do povo, onde fica evidente a falta de representatividade das mulheres, que, na atual gestão, não ocupam nenhuma cadeira na câmara de vereadores.



Em apenas um ano de trabalho com o Coletivo, já identificamos muitos problemas na implementação de políticas públicas para mulheres no município.



Uma das razões que encontramos para esses problemas é justamente o fato de não estarmos representadas, não termos representantes mulheres no poder público e, portanto, não sermos prioridade na agenda governamental.



Essas questões se traduzem em uma realidade muito violenta para as mulheres de Ubatuba:



Tendo apenas como base os dados da delegacia da mulher, sabemos que pelo menos 100 mulheres por mês sofrem algum tipo de violência em Ubatuba, e essas são apenas as que chegam a denunciar seus agressores; o número real pode e deve ser muito maior. Mas muito menor é o número de casos solucionados e com um acompanhamento satisfatório, dado o sucateamento que enfrentam as delegacias do Estado.



Na Santa Casa, mulheres sofrem violência obstétrica todos os dias; nas ruas, seguimos sendo assediadas; a Lei da Parada Segura, apresentada no final do ano passado pelo Vereador Adão, ainda não foi votada, demonstrando mais uma vez que as pautas relativas à segurança da mulher estão sendo negligenciadas na agenda desta casa.



Há algumas semanas, o Vereador Rochinha esteve em reunião com representantes do Coletivo numa tentativa de articular as demandas das mulheres com a Agenda de Segurança Pública e ainda estamos aguardando os próximos passos desta primeira e rara iniciativa.



O Coletivo Voz de Mulher Ubatuba organizou um evento que acontecerá durante toda a tarde de amanhã em frente ao Sobradão do Porto e culminará, no início da noite, na 2ª Marcha das Mulheres de Ubatuba, que vai às ruas dar visibilidade à nossa luta pelo fim da violência, pela autonomia e representatividade das mulheres. Ao contrário do que propõe a atual prefeitura, acreditamos que o dia 8 de março não seja um dia de comemorações, mas sim um dia para a reflexão e o fortalecimento da nossa causa.



Tomamos a liberdade de imprimir um documento onde detalhamos as nossas principais reivindicações e, por mais que saibamos que muitas das responsabilidades sobre os assuntos ali apontados recaem sobre os representantes do Estado e não necessariamente os senhores, entendemos que o papel dos nossos representantes mais diretos, os vereadores, secretários, prefeito, seja encaminhar as demandas do município para as devidas instâncias, bem como acompanhar e pressionar para que elas sejam atendidas.



Por isso, agradecemos que examinem com atenção e seriedade o documento que lhes será entregue, e coloquem como prioridade na agenda aquilo que acreditem poder realizar.



Estamos aqui, portanto, não apenas reivindicando que os senhores, e o poder público, façam seu trabalho, mas também, nos colocando à disposição para colaborar como pudermos, seja discutindo, propondo e/ou promovendo atividades que sensibilizem a sociedade e ajudem a empoderar as mulheres de Ubatuba.



Muito obrigada e Fora Temer!"

FONTE...............www.informarubatuba.com.br

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