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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Macho de tartaruga-cabeçuda de 116kg será devolvido ao mar em Ubatuba-SP

Nas últimas semanas, o Projeto TAMAR Ubatuba está cuidando de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), capturada incidentalmente em ... thumbnail 1 summary


Nas últimas semanas, o Projeto TAMAR Ubatuba está cuidando de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), capturada incidentalmente em uma rede de cerco flutuante pelos pescadores artesanais da Vila de Picinguaba, na região norte do município.

 


 É um macho com um metro de comprimento de carapaça, entregue pelos pescadores ao TAMAR, pois estava debilitado e sem a nadadeira anterior direita. Ele foi reidratado, tratado com antibióticos e alimentado durante um mês. Com todo o cuidado, ganhou 7 quilos e terá alta nos próximos dias para ser devolvido ao mar, em data a ser confirmada em breve.
Tartarugas desta espécie e deste tamanho são pouco comuns em Ubatuba. “Certamente a perda da nadadeira tem dificultado a natação do animal e consequentemente sua alimentação, culminando em um quadro de debilidade que o trouxe, através das correntes, para próximo da costa”, conta a coordenadora do TAMAR Ubatuba, oceanógrafa Berenice Gomes. Ela diz que já registraram vários casos de tartarugas sem uma nadadeira. “Muitas vezes a amputação se deve à predação por peixes carnívoros, como os tubarões. Outras vezes, pedaços de redes e linhas de pesca enrolados nas nadadeiras provocam o estrangulamento e perda gradual do membro”, detalha a coordenadora do TAMAR Ubatuba.
Conservação, Pesquisa e Educação Ambiental – O trabalho de conservação e pesquisa direcionado à interação das tartarugas marinhas com a pesca em Ubatuba foi iniciado em 1990 com um levantamento que identificou as diversas modalidades de pesca que capturam tartarugas incidentalmente. Pouco a pouco, foi estabelecida uma parceria com os pescadores artesanais no município, que voluntariamente passaram a informar o TAMAR sobre as capturas de tartarugas e sobre o funcionamento das pescarias. A partir deste esforço conjunto, já foram devolvidas vivas e saudáveis ao mar mais de 10.400 tartarugas capturadas incidentalmente na pesca nos 26 anos de existência do Projeto na região.
Com as informações coletadas sobre tartarugas mortas em redes de emalhe foi possível identificar e conhecer o funcionamento desta pescaria que causa a maior mortalidade a essas espécies e estudar formas de reduzir as capturas das tartarugas. “A proposta de evitar a pesca com redes de emalhe, durante o dia, próximo aos costões rochosos, vem sendo divulgada aos pescadores e tem sido bem aceita por eles, demonstrando-se uma prática efetiva para reduzir a mortalidade de tartarugas sem prejudicá-los”, conta o biólogo Henrique Becker, coordenador técnico do TAMAR Ubatuba.

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