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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Poluição e pesca predatória matam 1,2 mil tartarugas desde 2016 no litoral norte de São Paulo

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Tartarugas foram encontradas sem vida na Praia da Fazenda em Ubatuba (Foto: Peterson Grecco/TV Vanguarda)
Mil e duzentas tartarugas morreram no litoral norte do estado de São Paulo desde o começo de 2016.

 


 O levantamento foi feito pelo Instituto Argonauta, em Ubatuba, e mostra que só este ano foram encontradas 300 espécies mortas. As principais causas são pesca predatória e o lixo no alto mar.
Os dados fazem parte de um projeto de monitoramento das 160 praias do litoral norte do estado. Pela areia e por trechos pelo mar, as equipes do projeto percorrem cerca de 140 quilômetros monitorando a natureza marinha.
Os números pouco animadores são resultados, na maioria das vezes, da falta consciência das pessoas com a destinação de lixo. Para se ter uma ideia, em um ano e meio de campanha de limpeza das praias foram coletados 9,8 toneladas de lixo deixados para trás.
"Todo mundo se sensibiliza com uma tartaruga morta, mas não com o lixo no mar", afirma o biólogo João Alberto
Segundo o presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo, cerca de três tartarugas mortas são achadas por dia. Após laudo de necrópsia, muitas delas têm diversos lixos no estômago. Porém, esse quadro é um acúmulo de várias outras irregularidades.
"Isso é bastante grave, mas é uma espécie de bola de neve. Os animais comem lixo, que não deveria estar lá, porque às vezes falta alimento e um fator soma ao outro", falou.
Para o biólogo João Alberto dos Santos, o descaso com o lixo deixado nas praias é um fator agravante. "Cada um precisa fazer a sua parte, de certa forma as pessoas continuam sendo indiferentes ao descarte de lixo no meio ambiente", disse.
Nas parcerias de conscientização entre o aquário de Ubatuba e o Projeto Tamar, está um projeto de implantação de placas e lixeiras em todas as praias da região. Além disso, os pesquisadores do instituto criaram um aplicativo em que as pessoas podem denunciar crimes ambientais

Material x Tempo de decomposição
PapelDe 3 a 6 meses
TecidosDe 6 meses a 1 ano
MetalMais de 100 anos
AlumínioMais de 200 anos
PlásticoMais de 400 anos
VidroMais de 1 mil anos
(*) Colaborou João Mota












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