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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Balões de propaganda utilizados em São Paulo chegam ao Litoral Norte poluindo mar e praias

Na manhã do dia 14 de junho (quinta-feira) foram encontrados cerca de 35 balões nas praias de São Sebastião. Na maioria deles havia a... thumbnail 1 summary


Na manhã do dia 14 de junho (quinta-feira) foram encontrados cerca de 35 balões nas praias de São Sebastião. Na maioria deles havia a inscrição #patiofashionday



Ao realizar uma busca na internet os técnicos se surpreenderam com o fato do evento ter acontecido no Shopping Pátio Higienópolis em São Paulo (capital) no dia 13 de junho, dia anterior ao encontro dos balões. Agora os técnicos estão tentando entender como esses balões chegaram às praias de São Sebastião.






 "A hipótese mais provável é que eles foram trazidos pelo vento de São Paulo até a costa, aonde caíram no mar e foram levados de volta à praia”, relata o oceanógrafo Hugo Gallo, Presidente do Instituto.
O Instituto Argonauta entrou em contato com o shopping Pátio Higienópolis por telefone e e-mail e os responsáveis mostraram-se surpresos e esclareceram que “os balões foram utilizados somente para decoração fixa no evento, sem a liberação proativa no céu ou a sua distribuição aos clientes como mecanismo de marketing”.
Nos dias 15, 16 e 17, mais balões foram encontrados, alguns eram de personagens infantis e muitos deles tinham formato de coração, estes, possivelmente utilizados para decoração de vários eventos no dia dos namorados, o que pode explicar a amplitude da área na qual foram encontrados:
- Santiago, Guaecá, Boissucanga, Boracéia, Toque-toque e Juqueí (São Sebastião)
- Enxovas (Ilhabela)
- Enseada, Sununga, Puruba e Ubatumirim (Ubatuba)
O impacto do lixo na fauna marinha é bastante conhecido. Inclusive o Instituto Argonauta já registrou casos de tartarugas-marinhas que haviam ingerido bexigas e outros plásticos. Os balões, assim como canudinhos, copos descartáveis e sacolas plásticas estão entre os tipos de resíduos plásticos que devem ser combatidos, pois são utilizados por POUCOS MINUTOS, impactam o meio ambiente POR SÉCULOS e podem ser facilmente substituídos por alternativas duráveis e ecológicas.
Fica o alerta dos impactos que podem causar na fauna marinha.
Dentre as atividades realizadas pelo Instituto Argonauta está o monitoramento diário das praias do litoral norte do estado de São Paulo, via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Neste momento as equipes de campo aproveitam o esforço diário para verificar também a condição das praias com relação ao lixo
Sobre o Instituto Argonauta
O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha é uma organização não governamental sem fins lucrativos que atua em todo litoral norte de São Paulo com projetos de resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, além de executar o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BS) no litoral norte de São Paulo.
Sobre o PMP-BS
O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é coordenado pela Univali e executado no litoral norte de São Paulo pelo Instituto Argonauta.


Melissa Schirmanoff via   Facebook



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